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Arquidiocese de São Paulo repudia ação violenta da GCM em centro comunitário

Na invasão da Guarda Civil Metropolitana ao Centro Comunitário São Martino de Lima foram agredidos moradores em situação de rua, funcionários da entidade e o Padre Júlio Renato Lancellotti

O Centro Comunitário São Martino de Lima, do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, da Arquidiocese de São Paulo, localizado no bairro do Belenzinho, foi invadido na manhã desta sexta-feira, 14, por cerca de 20 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Reprodução/Site Arquidiocese de São Paulo

Segundo relatos, o tumulto começou após os guardas tentarem recolher pertences das pessoas em situação de rua, que se abrigaram no local. A GCM, então, invadiu o centro comunitário e teria utilizado gás de pimenta, balas de borracha e pistola de choque.

Chamado para tentar mediar o conflito, o Padre Júlio Renato Lancellotti, de 69 anos, Vigário Episcopal para o Pastoral do Povo da Rua, foi agredido pelos membros da GCM, assim como moradores em situação de rua e funcionários da entidade.

Em nota, a Arquidiocese de São Paulo repudiou a ação violenta da GCM.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DA ARQUIDIOCESE

“A Arquidiocese de São Paulo repudia a ação violenta da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo e exige que uma investigação seja imediatamente instaurada para a punição dos responsáveis pelo ato. Lamentamos que a violência diariamente sofrida pelos moradores de rua se volte agora contra entidades e pessoas que tentam devolver o mínimo de dignidade a esses irmãos”.

Ainda de acordo com a nota, “as agressões são tanto mais inaceitáveis por terem ocorrido dentro de um local destinado ao atendimento da própria população de rua, historicamente abandonada pelo Poder Público”.

Com informações Site da Arquidiocese de São Paulo

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