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Caritas Brasileira Regional São Paulo acolhe primeiro grupo de migrantes venezuelanos que chegam à capital Paulista

Ontem, primeiros venezuelanos desembarcaram na base aérea de Cumbica, em Guarulhos, num voo da Força Aérea Brasileira (FAB) e depois foram encaminhados a casa de Direitos, que funciona no bairro da zona leste, na Capital

O grupo de 102 imigrantes venezuelanos estão chegando na capital paulistana, entre os dias 18 e 20 de dezembro. Eles foram acolhidos dentro do programa para migrantes e refugiados, “PANA” e estão sendo encaminhados na Casa de Direitos, onde jantará e conhecerá o alojamento.

A sede das ações é a Casa de Direitos, espaço voltado para dar apoio e favorecer a integração de migrantes e refugiados nas cidades envolvidas. O espaço pretende ser uma casa de portas abertas para pessoas que serão acompanhadas pelo programa, propiciando acolhimento, atendimento jurídico, acompanhamento psicossocial e capacitações. A palavra Pana vem da língua indígena Warao e significa amigo. Os warao são uma etnia indígena venezuelana fortemente atingida pela crise política e econômica do país. Fugindo da crise e da fome, foram os primeiros a atravessar a fronteira e chegar a Pacaraima (RR), em busca de ajuda e formas de sobrevivência.

O Programa Pana vai proporcionar acesso à moradia, por meio do aluguel subsidiado para famílias que aceitarem sair de Boa Vista para recomeçar a vida em alguma das outras seis cidades que integram o Programa. Ao todo, 102 imóveis serão alugados nas seis capitais para acomodar pelo menos 1.224 pessoas. As famílias terão ainda acompanhamento psicossocial, oportunidade de qualificação profissional e atendimento jurídico, de modo a possibilitar que elas vivam em dignidade e retomem as principais atividades sociais e produtivas. Para complementar as ações, no campo emergencial, os imigrantes em situação de vulnerabilidade social terão acesso a itens de primeira necessidade como alimentos, roupas e kits de higiene pessoal.

Em seu artigo Mi Casa es Tu Casa!, o Bispo de Itapeva e referencial para a Cáritas Brasileira Regional São Paulo, Dom Arnaldo Carvalheiro Neto convoca: “Diante de um mundo tão marcado pela hostilidade, queremos oferecer o melhor da nossa hospitalidade a esses nossos irmãos e irmãs venezuelanos. A solidariedade exige  ousadia!… Conclamo a todos para conhecer e apoiar o Projeto Pana. Que possamos dizer aos nossos migrantes venezuelanos: Sejam muito bem vindos! Sintam-se em casa! ou como eles gostam de dizer: ‘Mi casa es tu casa!’”.

Agentes da Cáritas acolhem os primeiros migrantes venezuelanos dentro do Programa Pana

De acordo com o secretário executivo da Cáritas Brasileira Regional São Paulo, Antonio Evangelista, “a palavra de Deus, as questões humanitárias e o acolhimento das pessoas em situação de vulnerabilidade social e refugio fazem parte da missão Cáritas. Por esta razão, o empenho de nossos agentes, para diminuir a dor e o sofrimento dos nossos irmão e irmãs venezuelanos que diante da fome e da situação sociopolítica daquele país, buscam refugio no Brasil”, exlica.

O secretário também chama atenção para esta triste realidade, que além de nos provocar para a vivência e a prática do evangelho, nos coloca em sintonia com a família de Nazaré que também migrou de suas terras para assegurar a vida e o nascimento de seu filho, o salvador do mundo. Portanto, a sociedade brasileira está sendo convocada a praticar o evangelho com o acolhimento e a defesa de direito de nossos irmãos e irmãs que migram para o nosso país para garantir a vida, destaca.

Uma das venezuelanas atendidas pelo Programa da Cáritas é Mari Vargas, 36 anos, que chegou há pouco mais de um ano e meio, ela e sua filha, 12 anos, desembarcaram de ônibus primeiro em Roraima (RR), e depois de avião vieram para São Paulo, em busca de melhores condições de vida para a sua família.

“Chegando aqui, encontrei com meu marido que já estava no país e procuramos uma vida diferente, sem medo, em paz e que eu consiga dar oportunidade melhor a minha filha. Fomos acolhidos muito bem aqui pelo povo brasileiro, e para refazer nossa vida, conseguimos vender comida venezuelana orgânica e artesanal, fui voluntária no Centro de Referência da Cáritas da Arquidiocese de São Paulo, e agora, estou integrando este Projeto e tenho este compromisso de levar força e esperança a outros venezuelanos que compartilham de uma realidade parecida com a minha. Amo o Brasil, a cidade de São Paulo é o nosso novo lar. Tenho esperança que logo eu voltarei para meu país para abraçar minha mãe e minha família que ficaram lá”.

 

 

 

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