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Diocese de Araçatuba promove formação sobre a Campanha da Fraternidade 2019

A Diocese de Araçatuba promoveu, recentemente, a formação anual para todas as paróquias sobre a Campanha da Fraternidade, que em 2019 tem o tema Fraternidade e Políticas Públicas e o lema “serás libertado pelo direito e pela justiça (Isaías 1,27)”. O evento foi realizado no último dia 27 de janeiro, no CDP (Centro Diocesano de Pastoral), em Araçatuba, e ocorreu das 8h às 12h30.

O evento teve a presença de cerca de 80 inscritos de todas as cidades da diocese, além do bispo diocesano d. Sérgio Krzywy e o padre Cláudio Sanitá, coordenador espiritual da Campanha da Fraternidade. A formação foi feita sob a interpretação do texto-base da Campanha, sob a luz tripartite do ver, julgar e agir.

A primeira assessora do encontro foi a vice-prefeita de Araçatuba, Edna Flor, que trabalhou com os presentes as partes “ver” e “agir”. Edna enfatizou a importância da sociedade e da Igreja articulada na promoção das políticas públicas. “Se há uma forma de nos livrarmos das desigualdades são o direito e a justiça. Não é pelo poder ou pelo dinheiro que isso ocorre”, afirma.

Segundo a vice-prefeita, o tema da Campanha vem de encontro com a promoção social e o pleno engajamento dos leigos nas questões públicas. “Para nós cristãos, a Palavra de Deus é a seta que nos indica a necessidade de estarmos participando das políticas públicas. A política de cidadania deve ser pública no sentido de ações do Estado para garantir e colocar em prática o que nos orienta a Constituição Federal”, explica.

Conselhos – Edna Flor ainda destacou a participação do cidadão em conselhos municipais e de direitos, bem como na elaboração do orçamento municipal. “Os conselhos municipais precisam ser autônomos, ou seja, não devem depender do Executivo para serem realidade. Os conselhos, nos seus mais variados setores,  devem ser facilitados para a participação popular, seja em vagas, seja em horários, seja em dar vez e voz. A população precisa ter esse sentimento de que a cidade pertence primeiramente a ela”.

A vice-prefeita concluiu sua abordagem frisando a ética e a cultura do diálogo. “Ser ético é ter a ciência de que o que é bom precisa ser para todo e para sempre. Não tem sentido cristãos proliferarem ódio e mentiras. Além disso, onde há enganação a vida é comprometida”, conclui.

Dom Sérgio Krzywy, “A Campanha da Fraternidade vem como ‘um presente’ para o atual momento do País. “Nosso país vive momentos à flor da pele, especialmente nas questões sociais. A Campanha da Fraternidade vem como um presente ao nosso encontro. Precisamos dar passos maiores em favor do bem comum. Chegou a hora dos leigos”

Luzes da Palavra – O segundo assessor foi o frei Claudemir Vialli, de Birigui, que mostrou a preocupação com a dignidade e o bem comum presente na Sagrada Escritura e na Doutrina Social da Igreja. Segundo ele, as políticas públicas são a vida da Igreja. “O direito e a justiça são as luzes da Palavra. Ao longo da história a Igreja foi ensinando e fazendo as ações sociais em suas comunidades”.

Desde o Antigo Testamento, conforme o sacerdote, os profetas deram a vida pelas melhores condições do povo, sendo vozes do direito e da justiça. Segundo o frade, essa preocupação se estendeu com Jesus e todo povo cristão. “A paz de Cristo, além de uma saudação em oposto à opressão do Império Romano e a Pax Romana, era um compromisso com a igualdade. Jesus instituiu uma comunidade modelo de paz e justiça. A essência do povo de Deus sempre foi a libertação”.

De acordo com Vialli, o Evangelho é um modelo de alcançar a igualdade por meio das políticas públicas. “A erradicação da desigualdade passa pela autodedicação. Estamos enfrentando o silêncio da profecia. Vozes se calam por medo. Ser agente de paz é um passo na nossa conversão. E a Campanha da Fraternidade nos ajuda muito neste aspecto”, afirma.

Para o bispo diocesano d. Sérgio Krzywy, a Campanha da Fraternidade vem como “um presente” para o atual momento do País. “Nosso país vive momentos à flor da pele, especialmente nas questões sociais. A Campanha da Fraternidade vem como um presente ao nosso encontro. Precisamos dar passos maiores em favor do bem comum. Chegou a hora dos leigos”, diz.

Com a formação diocesana, agora as regiões pastorais (Araçatuba, Andradina, Birigui e Guararapes) farão suas formações regionalizadas, capacitando os agentes de pastorais a levarem seus conhecimentos para as mobilizações nas paróquias, junto com os padres.

A Campanha da Fraternidade começa na Quarta-feira de Cinzas (6 de março) e abrange o período quaresmal, com a Coleta Nacional da Solidariedade no Domingo de Ramos (14 de abril).

Com informações da Assessoria Diocesana de Comunicação

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