Destaques Do Regional Entrevistas

Dom Pedro faz balanço de 2018 e apresenta suas expectativas para 2019

Evangelização da juventude, Projetos missionários e a valorização dos leigos, foram destaque do Regional Sul 1 em 2018. Além deles, a iniciação à vida cristã e transmissão da fé, a Dimensão bíblico-catequética e o Serviço da caridade, com destaque ao serviço das pastorais sociais

Em entrevista ao site do episcopado paulista, na manhã desta segunda-feira (14), o bispo de Mogi das Cruzes, SP e presidente do Regional Sul 1 da CNBB Dom Pedro Luiz Stringhini fez um rápido balanço de 2018 no Regional Sul 1 da CNBB e suas expectativas para o ano de 2019.

As ações da presidência voltadas para a Evangelização da Juventude, Projetos Missionários e a valorização dos leigos e leigas foram destaques durante a entrevista.

Ainda durante a entrevista, Dom Pedro ressaltou a participação do Regional Sul 1 na próxima Assembleia Geral da CNBB e o envolvimento de toda a Igreja do Brasil, na CF-2019, “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Sereis libertados pelo direito e pela justiça” (Is 1,27).

Confira a entrevista na íntegra: 

Em meados de 2018, o senhor foi eleito Presidente do Regional Sul 1: qual o balanço que o senhor faz sobre o trabalho em 2018 e suas expectativas para este ano que se inicia?
Em 2018, focalizamos duas prioridades: 1) a evangelização da Juventude, considerando, sobretudo, que se tratava do ano do Sínodo da Juventude, em Roma. Desde o Documento 85, de 2007, e da criação da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, no dia 6 de maio de 2011, em Aparecida, a Igreja, no Brasil, tem envidado esforço maior e mais organizado na evangelização da juventude, com a finalidade de proporcionar aos jovens um verdadeiro encontro com Jesus Cristo, auxiliá-los na busca do sentido de suas vidas e, do ponto de vista pastoral, na busca de maior abrangência e desejo de responder aos anseios das diversas expressões da Juventude católica; 2) a Missionariedade, na continuidade do projeto missionário do Regional, no Amazonas, iniciado há mais de 20  anos, e através do envio, em março de 2018, de missionários para o projeto de missão na África (Diocese de Pemba, Moçambique).

Dom Pedro Luiz Strihnghini presidindo a Assembleia das Igrejas em outubro passado

 O que o senhor considera a principal marca de seu mandato? Quais foram as prioridades?
Juntamente com Dom Edmilson Amador Caetano e Dom Júlio Endi Akamine, esse mandato, de apenas um ano, propoe dar continuidade e finalização do mandato de Dom Airton José dos Santos, que deixou a presidência ao ser nomeado Arcebispo de Mariana-MG. Procurou-se pautar por algumas prioridades: evangelização da juventude, projetos missionários e a valorização dos fieis leigos e leigas, considerando o ano nacional do laicato. Há também o esforço de colocar em prática as urgências apresentadas nas diretrizes ainda em vigor, por exemplo, a iniciação à vida cristã e transmissão da fé, a dimensão bíblico-catequética e o serviço da caridade, com destaque ao serviço sistemático e organizado das pastorais sociais. Momentos marcantes de comunhão e unidade no Regional são a assembleia dos bispos, no primeiro semestre, a assembleia das Igrejas particulares, no segundo semestre, e as reuniões, no decorrer do ano, da comissão representativa dos bispos e das pastorais.

Pode ressaltar alguma dificuldade do ano de 2018?
Para além das dificuldades da Igreja no Brasil, é necessário ressaltar aquelas enfrentadas pelos nossos missionários, na África, devido às distâncias, falta de recursos e infraestrutura, condições precárias de moradia e transporte, doenças, etc. E além de tudo isso, em uma região, aconteceram ataques de extremistas, causando violência, morte e deixando os missionários receosos e até amedrontados. No Brasil, viveu-se um ano eleitoral complicado, marcado por uma grande divisão e acirramento ideológico, apologia às armas, atos de violência com motivação político-eleitoral, resultando na vitória da extrema direita. Sem dúvida, tudo isso representou um grande paradoxo com o propósito da Campanha da Fraternidade de 2018, que teve como tema a superação da violência e o lema “vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

 A Assembleia Geral da CNBB, em maio, terá como tema central a elaboração das novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). Haverá também eleições, considerando o término do mandato da Diretoria que tem como presidente o Cardeal Dom Sérgio da Rocha. A próxima Assembleia Regional também será eletiva. Como isso afeta o Regional Sul 1?
O Regional Sul 1 – como os demais Regionais, cada um com sua realidade social e eclesial diferenciada – participa e dá sua contribuição nesse amplo processo: 1. Participaremos das eleições para a nova presidência da CNBB nacional e realizaremos, em junho, a eleição para a nova presidência do Regional Sul 1; 2. Participaremos, na assembleia geral anual do episcopado brasileiro, da elaboração e aprovação das novas diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, tratando em seguida de estudá-las e implementá-las no nosso Regional; 3. Com toda a Igreja do Brasil, seremos ajudados pela reflexão e aplicação da Campanha da Fraternidade 2019: “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Sereis libertados pelo direito e pela justiça” (Is 1,27). A CF, cada ano, se apresenta como um grande instrumento de evangelização, permitindo à Igreja deixar clara, explícita e concreta sua opção preferencial pelos pobres, e possibilitando um diálogo com a sociedade. A CF tem despertado interesse dos meios de comunicação e dos representantes da sociedade civil pelos temas propostos, que são frequentemente debatidos nas instâncias do poder legislativo municipal, estadual e federal.

 E do ponto de vista do cenário político, quais as suas expectativas com as lideranças políticas?
O ano de 2019 trouxe mudanças, em âmbito nacional e estadual, de representantes que ocupam cargos no poder executivo e legislativo. Tais mudanças foram legitimadas pelo voto popular, nas últimas eleições. A presidência nacional da CNBB, no período eleitoral, explicitou algumas prioridades para os destinos do País: fortalecimento da democracia, combate à corrupção, superação da violência, defesa da vida humana, cuidado e proteção do meio ambiente. Espera-se que tudo isso seja levado em consideração, bem como a implementação de políticas públicas referentes aos direitos fundamentais dos cidadãos, especialmente os pobres, quais sejam: habitação, trabalho, saúde, educação e assistência social.

 

 

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