Lc 10, 38-42
Graças ao consentimento do Conselho Episcopal Regional Sul 1 da CNBB e ao empenho da Comissão Representativa; graças à dedicação incansável de Dom Airton José dos Santos, Secretário de nosso Regional, e de Pe. Nelson Rosselli Filho; graças ainda aos Executores da reforma do prédio, aqui estamos para a celebração da bênção das dependências da Nova Sede de nosso Regional e sua inauguração oficial.
Bênção e inauguração da Nova Sede que, a partir de hoje, será ponto de encontro dos Bispos, Presbíteros, Diáconos Permanentes, Pastorais, Movimentos e Organismos do RS1. Nesse sentido, a Nova Sede quer ser uma Casa onde todos se encontrem em casa e sintam-se em casa. Uma casa onde seja possível encontrar Deus em nosso jeito de acolher, onde se fale ao coração, casa onde cada um e cada uma que aqui chegar, possa renovar-se e respirar alegria. Enfim, nossa Sede seja lugar do encontro não do eu, não do tu, mas de nós...
Agora temos Sede própria, casa própria. Mas nossa casa quer ser lugar onde aconteça a unidade e cresça a comunhão fraterna, através do acolhimento e da hospitalidade. Desta Sede, queremos anunciar o Evangelho e transformá-la em centro de irradiação de Cristo.
Por isso, nossa Sede quer ser uma nova Betânia, sempre aberta para acolher o Divino Hóspede na pessoa de quem nessa casa entrar. “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e tomaremos a refeição, eu com ele e ele comigo” (Ap 3, 20).
“Marta o recebeu em sua casa” (Lc 10, 38). O essencial é abrir a porta da casa e do coração. Não deixar ninguém do lado de fora. Marta escutou a voz do Mestre e abriu-Lhe a porta. Se não tivermos “ouvido teologal”, “olhar e coração teologais”, acolheremos “bem” somente os que nos são simpáticos ou amigos... No entanto, a necessidade de quem precisa de nossa atenção, não tem hora marcada para ser bem acolhido. Pois, para quem ama toda hora é a melhor hora...
Na casa de Betânia era Marta quem exercia a pastoral da acolhida e da hospitalidade. Era ela quem animava a liturgia do amor. Em nossa Sede, queremos acolher todas as pessoas, como se fossem o próprio Cristo a ser recebido e servido. No seu amor pelo Mestre e Senhor, Marta entende que amar é servir, que acolher bem é amar, enfim, que o amor são gestos concretos.
Marta e Maria, contemplação e ação enchem a casa de acolhimento e de escuta. Maria atende à palavra; Marta atende ao serviço. Saber receber, acolher, escutar, servir, celebrar, eis o segredo! O melhor de nós seja sempre amar mais intensamente.
Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano de Santo André
Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 - CNBB
|