Comissões Episcopais Pastorais

Pastoral Carcerária realiza formação com seus agentes

O principal objetivo é fortalecer a Missão da Pastoral Carcerária junto aos irmãos encarcerados nos cárceres paulistas. Na foto, agentes da Pastoral Carcerária na diocese de Piracicaba

Para garantir melhor formação do trabalho e atuação dos agentes, a Pastoral Carcerária do Regional Sul 1 da CNBB realizou nas últimas semanas formações nas dioceses de Mogi das Cruzes e Piracicaba e na arquidiocese de Ribeirão Preto. Tais atividades contaram com a assessoria do Coordenador Estadual da PCr-SP: Deyvid T. Livrini Luiz.


O principal objetivo é fortalecer a Missão da Pastoral Carcerária junto aos irmãos encarcerados nos cárceres paulistas.  Durante essas formações, todos os agentes são orientados de como se deve atender os presos, egressos e familiares, entre outros temas centrais do trabalho Evangelizador no Cárcere e fora dele.

 

Os encontros ocorreram nos dias 08 de agosto na Diocese de Mogi das Cruzes; 25 de agosto na Arquidiocese de Ribeirão Preto e 01 de setembro de 2018 na Diocese de Piracicaba.


O Coordenador Estadual, nesses três momentos, prestou informações gerais sobre o sistema Prisional no Brasil e em São Paulo, salientando o crescimento da população carcerária em todo o Brasil. Citou alguns dados para reflexão dos participantes e lembrou que a População Prisional de São Paulo é de cerca de 230mil pessoas, a maior do país. Destacou os principais problemas no Sistema Prisional: Superlotação, Assistência Jurídica ineficaz, falta de trabalho e estudo, má alimentação dos detentos, pouquíssima Assistência Médica, entre outros.

Agentes da Pastoral Carcerária na diocese de Mogi das Cruzes

Lembrou que “80% da população carcerária paulista é composta por jovens, pobres, negros ou pardos entre 18 e 29 anos. Cidadãos com baixíssima ou nenhuma escolaridade, ineficaz capacitação profissional e moradores das periferias das grandes e médias cidades.Pessoas acusadas, em regra, de crimes contra o patrimônio ou de pequeno comércio de entorpecentes”.

Expos o histórico, trabalhos e ações da Pastoral Carcerária salientando a importância desta Missão junto aos irmãos encarcerados e lembrou que o próprio Cristo foi um preso e que os apóstolos e primeiros discípulos foram encarcerados por causa da fé.


Em seguida, houve exposição e partilha sobre aspectos referentes a Assistência Religiosa. O Coordenador Estadual, utilizando documentos oficias, expos detalhes da visita ao Cárcere em si, passando aos participantes dos encontros orientações para evitar problemas durante as visitas: documentos, vestuário, objetos permitidos, trato om os encarcerados, encaminhamento de casos entre outros. Devido às restrições que vem ocorrendo nos Cárceres Paulistas discorreu sobre todas as providências tomadas até o presente momento pela Coordenação Estadual da PCr com o acompanhamento e orientação do Bispo Referencial no Regional: Dom Otacilio Luziano da Silva. Em todas as reuniões exortou os agentes a perseverarem nos trabalhos, na oração e na fé até que a restrição cesse e os agentes de PCr possam adentrar todos os espaços do Cárcere.


Deyvid falou também sobre a Questão da Mulher Presa. Colocou que a Pastoral Carcerária tem uma Assessoria especifica para o tema no Estado:a leiga consagrada Eliana Rocha. Falando sobre a população carcerária feminina (onde a maioria dessas mulheres é mãe) expos que o encarceramento em massa atinge ainda mais severamente as mulheres: nos últimos dez anos, a população carcerária feminina cresceu proporcionalmente o dobro do crescimento da população masculina.  Citou que a maioria das mulheres vai para a cadeia devido a comercialização de psicotrópicos, tornando-as principal alvo da guerra às drogas.

Arquidiocese de Ribeirão Preto recebe formação e atualização da Pastoral Carcerária


Por fim, Deyvid colocou o escritório e a Coordenação Estadual da PCr a disposição para quaisquer encaminhamentos que se fizerem necessários.

Palavra do Presidente

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