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Preconceito e xenofobia são abordados por SPM em nota

fonte: https://gazetanews.com/o-preconceito-social-no-brasil-e-triste/

OUVINDO OS CLAMORES E EM COMUNHÃO COM A IGREJA DE RORAIMA

“Também não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros
na terra do Egito.” Ex 23.9

O SPM – Serviço Pastoral dos Migrantes, instituição de pastoral desde 1985, órgão vinculado a CNBB e
atuante na Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora, da Comissão Especial Episcopal de
Enfrentamento ao Tráfico Humano e do Setor de Mobilidade Humana vem mais uma vez denunciar e repudiar todo
e qualquer tipo de preconceito e xenofobia aos seres humanos. E não podemos ficar calados, diante das injurias e
difamações contra os colaboradores e/ou coordenadores de ações em atenção aos migrantes venezuelanos e
venezuelanas, no ESTADO DE RORAIMA, ou em qualquer Estado Brasileiro. É inadmissível, que seja distorcida
a orientação de um destes colaboradores, no intuito de se esclarecer a legislação brasileira, com a ideia de incentivo
a “invasão de propriedade privada”. O que ocorreu, como explica a nota da Diocese de Roraima, é que houve uma
ordem de desocupação forçada, por forças do poder público e de ingerência política, sem o devido processo legal,
ficando em prejuízo os direitos humanos daquela população migrante em situação de rua.
A chegada de uma quantidade significativa, de mulheres, homens, idosos, jovens e crianças vindos da
Venezuela, em virtude de uma crise sem precedentes, em estado de vulnerabilidade social é uma realidade bastante
desafiadora, para o governo, para a sociedade e para a Igreja.
A Diocese de Roraima, vem ao longo destes últimos anos, fazendo um esforço, nem sempre reconhecido, mas
como IGREJA profética, anunciando o Reino a todos e todas, e sua adesão não é simplesmente, uma adesão sem
compromisso. Essa é uma Igreja envolvida com a justiça social e faz de sua oração, a inclusão também dos
imigrantes e refugiados que ali chegam desprotegidos, vilipendiados, que querem, não apenas ouvir uma palavra de
conforto, mas de ações concretas, que enfrentem o flagelo humano. Estamos falando de uma Igreja que caminha
com seu povo, e que não suporta injustiça, xenofobia e não faz conluio, em detrimento das liberdades e salvação, e
essa salvação passa pelo direito a uma cidadania universal, com respeito ao espirito do Estado Democrático, e a
legislação, internacional e nacional, sejam cumpridas e não manipuladas para atender interesses escusos.
Vimos também, que a Governadora do Estado de Roraima, não conseguindo o fechamento das fronteiras, que
foi vetado pelo Governo Brasileiro e pelo STF, investe cada vez mais, em obstaculizar a mobilidade dos imigrantes
e refugiados venezuelanos e venezuelanas, e em conjunto com parte do judiciário, fica judicializando questões
políticas, ajuizando ações que criminalizam ou deixam cada vez mais os imigrantes expostos e ou tolhidos em seus
parcos direitos. Porque não se ajuíza ações contra o Estado Brasileiro? Porque a lógica é sempre penalizar o mais
pobre e vulnerável, que neste caso é o imigrante-refugiado?
Sugerimos que as autoridades do Estado de Roraima, seja da governança ou do judiciário e órgãos auxiliares, a
se juntarem com a sociedade, com a Igreja, a se envolver nas ações que podem resolver ou dar celeridade em ações
exitosas que possibilitem ao mundo, verem que no Brasil e em Roraima, são tomadas decisões mais adequadas no
atendimento aos Migrantes e Refugiados, ao invés, de com suas ações, levarem a sociedade a enxergar esses
imigrantes como inimigos ou criminosos. Pois somos propagadores da Esperança e desejamos um mundo melhor!

São Paulo, 07 de agosto de 2018
+ José Luís Ferreira Salles
Diocese de Pesqueira-PE
Presidente do SPM

Palavra do Presidente

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